Postado por Leca Marriot em 1st dezembro 2013

Escrever é libertador.

Nesse longo tempo sem o blog, eu escrevi um livro. Soa um pouco pretensioso dizendo assim, então eu digo: não escrevi todas as páginas dele ainda. Mas a história, os personagens, o começo, meio e fim estão lá, prontos para serem desenvolvidos com bonitas descrições que de algum modo eu colocarei pra fora.

Sendo uma pessoa que desde pequena ama ler mais do que qualquer outra coisa e até hoje não desapegou dessa obsessão por boas histórias, acho que era inevitável querer um dia parir a minha. Desapegando de personagens queridos de outros autores e criando os meus próprios.

Até agora, apenas duas pessoas viram o rascunho do que eu quero colocar no mundo. Meu noivo, que achou chatíssimo e largou na metade. E minha melhor amiga, que leu, gostou de uma personagem e só. Não opinou mais nada porque não lembrava muito bem da história.

E por mais que esses possam parecer dois indicadores negativos, a minha mente só conseguiu pensar em outros caminhos e maneiras alternativas de tornar a história ainda mais interessante e “memorável”. Da mesma forma que vários livros me marcaram e até moldaram meu caráter, é essa a sensação que eu quero deixar nas pessoas com meu pequeno embrião de livro.

Claro, eu sei que isso não acontece da noite para o dia, então estou indo aos poucos. John Green, por exemplo, levou dez anos para finalizar A Culpa é das Estrelas, que é um dos livros que mais mexeu com o meu emocional recentemente.

Por isso, esse post é para mim e para você que tem um livro sem terminar em algum caderninho na gaveta, em um rascunho no Google Docs, ou em qualquer outro lugar. E infelizmente para nós, não existe dica motivacional clichezona nem tampouco fórmula mágica a não ser escrever.

Não se preocupe com quem irá gostar, não se preocupe se será comercial o suficiente para alguma editora o lançar, apenas escreva. Na verdade, se preocupe apenas em colocar uma boa história no mundo e você já terá meio caminho andado.

E para dicas práticas, deixo vocês com essa lista criada pela Lena e humildemente traduzida por mim, digna de ser impressa para andar contigo o tempo todo:

10 dicas de escrita2 Escrever é libertador.

Postado por Leca Marriot em 29th novembro 2013

First Listen – Britney Jean

Hello!~

Eu juro que tentei ficar na minha e comentar bem de levinho no Twitter e no Facebook, mas não teve jeito. Dois anos depois do ressurgimento no Femme Fatale (ouça as minhas primeiras impressões dele aqui), Britney não tenta inventar a roda novamente, mas propõe um álbum mais intimista, feito para os fãs, que inclusive, aparecem estampados no encarte do CD:

encarte britney jean fans First Listen   Britney Jean

Foto do X-Britney.

Bom, já que eu sou fã, ninguém melhor do que ~euzinha~ para dizer se o lançamento atingiu ou não o público-alvo, certo?

Então, se você ainda não ouviu as músicas, dá pra conferir abaixo, faixa a faixa, junto com as minhas primeiras impressões sobre o Britney Jean:

Alien

Eu sempre fico apreensiva com o primeiro single do CD, porque no caso da Neide, são sempre eles os responsáveis pelas músicas que marcam épocas. Oops!… e BOMT que o digam.

Alien não cumpre a função do estigma, mas é uma faixa boa, diferente do som que toca atualmente na rádio. Uma boa balada, bons vocais e uma letra… exótica. É fácil gostar, mas difícil imaginar que esse repeteco de ‘not alone, not alone, not alone‘ venha a marcar uma época.

Tik Tik Boom

O primeiro feat. (T.I.) é também uma das melhores surpresas do álbum. Parece o tipo de música perfeita para a própria Brit. Dançante, você quase consegue criar coreografias cheias de movimentos dos braços para acompanhar o tik tik do refrão. Estou na torcida para virar clipe com muitos carões e linguinhas nos vários ‘let’ da música.

tumblr lp2j9sOS541qen27lo1 400 First Listen   Britney Jean

Work Bitch

A opinião geral sobre essa música parece ser a de que a Britney virou um robozinho britânico nas mãos de will.i.am e eu não discordo. Como a música já foi tocada e quotada à exaustão, não chega a ser uma impressão de first listen, mas sim, o comentário de alguém que com o tempo, se acostumou, até gostar da música (bem parecido com o que rolou comigo e Applause, demoreeeeeeeeeei a gostar, mas agora até canto junto).

Passado isso, é preciso dizer que Work Bitch ainda tem uma das melhores batidas do CD. Infelizmente a letra e os vocais deixam muito a desejar, mas tudo bem, tem mais balada no álbum lá pra frente pra compensar isso.

It Should Be Easy

Confesso que tremi quando vi esse feat (will.i.am) na tracklist. Sabia que era inevitável, porque o cara está metido até o pescoço nesse álbum, mas né? Esperança é a última que morre.

Então, a música começa bem até que entra a voz e… robozinho cantando! Qual é a pira do will nesse MONTE de autotune?! E a fórmula é sempre a mesma, a batida é a mesma de qualquer baladinha estilo Ibiza. Juro que não entendo como caras assim podem ser vistos como visionários do mercado… NEM NA BALADA EU ME IMAGINO GOSTANDO DESSA MÚSICA porque a letra é meio melancólica, bizarro.

Enfim, Brit, te amo, mas essa música eu sempre pularei quando ouvir esse CD. Sempre.

Perfume

Queridíssima, virou meu xodó desde que saiu. Eu fico com um pé um pouco atrás em relação a letra, pois é difícil ver a Britney femme fatale mostrando um lado TÃO inseguro e paranóico, como ela mesma conta. Mas, né?

Por outro lado, ela sempre cantou coisas com as quais era fácil se identificar e agora não é diferente. Que atire a primeira pedra quem nunca noiou sobre uma certa ‘her‘ que paira no inconsciente, mas que nunca irá admitir isso da boca pra fora. rs

O vocal aqui está a coisa mais querida e o arranjo também é super fofo. O lyric video é cafonérrimo (sou super contra filmagens em lyric videos, contratem uns caras bons de animação gráfica, pô!), mas tenho esperanças para o clipe oficial, que sai dia 03 de Dezembro. Prevejo puppy eyes pra câmera e muita mãozinha no rosto.

britney stronger close First Listen   Britney Jean

Body Ache

Se eu pudesse dividir esse álbum em arcos, diria que aqui começam os bate-cabelos nervosos que te fazem dançar na balada… até seu corpo doer, hehe.

Um pop batidão com uma fórmula meio manjada, mas que funciona na voz da Brit. Voz, que por sinal, achei meio aguda (?), dá pra ver que foi bem modificada, mas em alguns momentos (que não o refrão) o grave volta e dá pra ver que bom, pelo menos ela se esforçou. Como eu disse, é uma boa abertura para o arco, mas fraco comparado com o que vem a seguir…

Til It’s Gone

Sei que é difícil comparar quando são álbuns lançados em momentos tão diferentes, mas se tem uma música que poderia ter facilmente saído do delicioso Blackout, é esta.

Pra ajudar, essa música ainda tem um ar mais saudosista, parece ter saído direto dos anos 90. E veja bem, isso é um baita de um elogio, visto que os anos 90 proporcionaram músicas fenomenais para dançar até se acabar.

A letra é outro destaque à parte. Impossível não esquecer que a todo momento ela disse que o CD era extremamente pessoal, então, o que será que ela perdeu e só deu valor depois? De novo, é impossível não se identificar.

Passenger

Senhoras e senhores, peço a licença para apresentar a minha música favorita do álbum.

Explico: apesar do vocal parecer um pouco ‘tratado’, ele é o meu favorito, pois é o que traz mais elementos da Britney das antigas, uma voz que alterna e se transforma ao longo da música, capaz de dar aquele apertinho no peito nas partes mais ‘emocionantes’.

É uma balada, mas também é dançante, com uma batida marcada, do tipo que você canta e batuca no carro fazendo caras e bocas. E comparada às outras do álbum, ela é uma das que menos tem ‘acrobacias técnicas’ na construção da música. É simples. É linda.

A letra também é maravilhosa e fala sobre se entregar em um relacionamento de maneira quase que incondicional:

“I’ll let you lead the way now
Cause I want you to take the wheel
I’ve never been a passenger though
I never knew how good it could feel 
The road will twist and turn but
I know that I am in good hands
I’ve never been a passenger no
But we’ll see more without a map”

Chillin’ With You

Confesso que não tinha entendido esse feat. até há alguns dias, quando vi dona Jamie Lynn lançar seu primeiro single. Aí tudo fez sentido. Se eu fosse irmã da Britney, super faria aulas de canto e também seguiria os passos da minha big sis.

E Jamie Lynn fez a lição de casa muito bem, pois a participação dela nessa música é muito prazerosa. Minha primeira impressão foi ‘eu já conheço essa voooz!’ E minha mente viajou e comparou com a voz da Baby Spice. Estou louca? Me digam nos comentários! haha

Mas a música me ganhou justamente por isso, por ter essa nostalgia gostosa que lembra muito o clima de amizade nas músicas das Spice Girls. Já quero um clipe com muitos abracinhos e flashbacks da vida das duas.

Ah, e curti o violão também. É refrescante ouvir algo assim depois de tanto sintetizador.

Don’t Cry

Adoro músicas com assobio (beijo, Kill Bill), especialmente pelo fato de não saber assobiar (??) hehe. Don’t Cry é talvez a segunda música com a voz mais limpa da Brit. É uma música forte, e é interessante analisar como parece que ela se força a ser forte para cantar e passar a mensagem da letra (don’t cry).

Apesar do ritmo não ser dos meus favoritos (parece o tipo de música que vai ser largada esquecida no fim do CD), é uma música boa e que dá ‘consistência’ ao CD e de novo, à questão da Brit ‘se abrir’ conosco por meio das letras.

britney ye no 2 gif3ka9y First Listen   Britney Jean

E aí? Teve a mesma impressão? Nada a ver? Comenta aí embaixo pra gente discutir sobre o que promete ser o material de trabalho da Neide pelos próximos anos. ;)

Postado por Leca Marriot em 29th novembro 2012

Scream & Shout – veja o novo clipe de will.i.am e Britney Spears e corra pra boate!

scream shout Scream & Shout – veja o novo clipe de will.i.am e Britney Spears e corra pra boate!

Will.i.am e Britney Spears tem sido bons amigos  algum tempinho. No último CD da loira eles se uniram para criar Big Fat Ass e se muita gente achou o resultado dela muito grudento, a nova parceria entre os dois, aproveitando o lançamento do CD solo de Will, parece ter acertado na medida.

Scream & Shout tem uma batida viciante e me conquistou logo de início. Os fãs da loira reclamaram e exigiram que ela estivesse mais presente na música (só lembrando que é will.i.am feat. Britney Spears e não o contrário), mas eu fiquei bem satisfeita com o resultado. A brincadeira dela cantar com o sotaque britânico para depois fazer o coro com a voz meiga que nós conhecemos ficou uma delícia. E o que dizer do uso do famoso bordão “It’s Britney, bitch” na batida da música? Will, seu danado.

britney bitch Scream & Shout – veja o novo clipe de will.i.am e Britney Spears e corra pra boate!Britney, bitch.

Durante o X-Factor da noite passada foi lançado o clipe da música e ele é minimalista de um jeito que não me agrada muito. Vários efeitos sobre fundo infinito dignos de qualquer clipe do Black Eyed Peas, will.i.am se auto-proclamando o rei da indústria musical e Britney toda sensual, abusando do seu poder de femme fatale, mas sem interagir muito, infelizmente. Toda a dança fica por conta dos dançarinos avulsos.

Com alguns merchans exóticos estrategicamente espalhados e uma Britney toda montada prafazer carão pras câmeras, acho o clipe válido para ajudar na divulgação da música, mas passa longe de ser algo épico.

Vou continuar ouvindo a música em looping e torcendo pra que ela toque na balada pra bater cabelo, porque pra mim é pra isso que ela foi criada. E vocês, o que acharam?

Postado por Leca Marriot em 28th novembro 2012

Dez anos de amizade.

Onde você estava há dez anos?

26659 366316376793913 1833299453 n large Dez anos de amizade.

Eu estava em São Paulo, curtindo meus 14 anos e desbravando esse mundo novo e inexplorado que era a Internet naquela época. Foi nesse período, em que eu não fazia ideia do que queria da vida (quem disse que hoje em dia eu sei?) que eu conheci uma tal Mione Weasley. Na época em que os fóruns bombavam com assuntos mil, falar de Harry Potter nos aproximou e que sorte, nossos gênios bateram! Nos tornamos amigas de internet e assim continuamos, pirando noites afora (até às seis da manhã, claro) e aos sábados (só depois das 14h) e nos tornando, aos poucos,amigas de verdade, ela lá em Brasília, eu, à época, em São Paulo.

Um feliz acaso do destino me levou, alguns anos depois, a conhecê-la quando não a amizade, mas um namoro à distância (shame on me!) me levou até a região central do país. Foi aí que, finalmente, percebi que aquele avatarzinho do outro lado do computador era real, de carne e osso!

542679 10151367893163060 334777806 n 300x300 Dez anos de amizade.

Amizade de internet é coisa séria: rolou até carta pra minha mãe!

Os anos passaram (o namoro desmanchou, o que significa que não voltei à Brasília), mas o destino voltou a conspirar a nosso favor: ela conseguiu dar uma passadinha em São Paulo para nos vermos de novo! Sim, lá estava ela, a amiga da internet, no meu habitat natural! E claro, conversamos como se anos jamais tivessem passado.

E pra você ver como não precisa estar do lado para estar perto, quando Jogos Vorazes (aquela trilogia que a amiga em questão me apresentou) estreiou no cinema, eu saí da minha sessão e liguei imediatamente pra quem? Pra ela, é claro! Que se dane o interurbano, nós precisávamos comentar o filme incrível que ambas tínhamos acabado de assistir e foi isso que fizemos.

Junto com esses pequenos detalhes, a vida das duas seguiu. Eu segui para Curitiba, ela continuou em Brasília, se formou, trabalhou e continuou sendo minha amiga virtual até que uou,completamos dez anos de amizadeObviamente foi ela quem deu o puxão de orelha, eu sou péssima com datas e jamais lembraria disso sozinha.

Acho que o segredo para durarmos tanto tempo, enquanto várias outras pessoas chegaram e passaram, é porque nós somos ambas muito tranquilas. Eu a amo de paixão, mas não fico por aí gritando isso aos quatro ventos, nem esperando ou cobrando que ela faça o mesmo. Sei que ela tem sim as amigas mais próximas, é a vida, fazer o quê? No fundo, acho saudável. E acredito eu que um simples ‘alô, você viu essa notícia de Jogos Vorazes?’ ou ‘olá, vamos começar mais um projeto internético juntas?’ é mais do que o suficiente para dar o gás que a gente precisa para manter essa amizade por mais muitos e muitos anoscom essa certeza implícita de que uma sempre vai estar ali por perto, quando a outra precisar. E se em dez anos tanta coisa já mudou, quem não garante que em mais cinco ou dez anos não estaremos trabalhando juntas e arrancando finalmente o “virtual” do lado do “amizade” que sempre estará lá?

Única coisa que me chateia nesses dez anos é o fato dela ser uma verdadeira tonta em relação a fotos e não me deixar tirar nenhuma, absolutamente nenhuma foto com ela. De verdade, acho que essa é a unica coisa que causaria algum risco de rompermos a amizade. haha

montagens Dez anos de amizade.

Amor que não é expresso com brushes do Photoshop, não é amor de verdade.

Mari, felizmente, eu me lembro muito bem da sua carinha e queria te agradecer por estar sempre por perto durante esses incríveis dez anos! Antigamente nós fazíamos elaboradas edições photoshopísticas pra comemorar essa data, mas como fui perdendo esse “dom” ao longos dos anos, fica aqui apenas um post, pra você, e pra todo mundo que desacredita de amizades virtuais. Elas existem, meu povo. E quando há investimento de ambas as partes, são para sempre. :)