Postado por Leca Marriot em 7th dezembro 2014

Selfie: um estudo de caso sobre as relações sociais no ambiente digital

Eu comecei uma pós-graduação em Comunicação Online neste ano e a melhor coisa que ela me ensinou até agora é que para se comunicar no ambiente digital, você precisa primeiro saber se relacionar fora dele.

O bacana dessa pós é que ela segue um modelo modular. Ou seja, enquanto eu possuo professores que acham perfeitamente normal participar do casamento de um amigo via Skype, outros, que possuem uma linha de pensamento mais próxima da minha, concordam que a velocidade com que a tecnologia tem avançado está provocando mudanças muitas vezes não muito positivas na nossa forma de se relacionar.

Foi em uma dessas aulas que eu me deparei com esse TED Talk apresentado por Sherry Turkle, uma psicóloga que já foi capa da Wired em 1996 por celebrar as comunidades virtuais e em 2012, voltou ao TED para dizer que a tecnologia está nos levando a lugares que nós não queremos ir. Ela explora o conceito “Alone Together” e diz que “esperamos cada vez mais da tecnologia e menos um dos outros“. Vale a pena assistir completo para entender melhor a construção do raciocínio.

E por mais que eu seja uma usuária assídua, ouvir todas essas coisas me deixou profundamente deprimida, não com relação à tecnologia, mas sim, com os seres humanos. Porque nos perdemos dessa forma?

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Fonte.

E foi com tudo isso em mente, que eu me deparei com Selfie, uma série da ABC. A premissa não é novidade (a série é inspirada em My Fair Lady, que por sua vez, foi inspirada em O Pigmaleão) e é bem fácil de entender:

Selfie conta a história da jovem Eliza Dooley (Karen Gillan) que é viciada nos seus perfis nas redes sociais e vive mais preocupada com seus “likes” no mundo virtual do que com seus relacionamentos no mundo real. Mas sua obsessão narcisista acaba lhe trazendo problemas sérios. É então que ela vai atrás de ajuda para recuperar sua imagem pública. Ela busca ajuda de Henry (John Cho), um especialista em marketing, para que ele possa ensiná-la a dosar entre os relacionamentos reais e os virtuais. Viciado em trabalhos e um pouco irritado com a sua nova “empreitada”, Henry vai acabar aprendendo muito com Eliza também. (via AdoroCinema)

Obviamente, eu não estou aqui para julgar a qualidade do roteiro, produção, nem nada do gênero, mas sim, para falar da forma como a série retrata as relações sociais nos dias atuais.

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E o que se esconde atrás do terrível nome da série e do argumento raso do piloto é uma análise, ou melhor, uma crítica, recheada de ironia e extremamente auto-consciente dos comportamentos que temos adotado e levado adiante, muitas vezes sem perceber.

Separei alguns exemplos para citar:

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A 1ª lição que Henry dá a Eliza em sua jornada de transformação é muito simples. Ele ensina Eliza a perguntar como a secretária da empresa está, em vez de só despejar seu fluxo de comentários aleatórios sobre ela.

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Na primeira resposta que Charmonique, a secretária, dá, Eliza já está grudada no celular, sem ter prestado atenção a uma palavra do que ela disse.

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Você já se viu em alguma das duas pontas dessa situação? Onde será que foi parar o interesse genuíno das pessoas naquilo que você comenta?

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No segundo episódio o foco é no fato de Henry não ter uma conta no Facebook. Os amigos de trabalho tiram sarro dele por isso e ele tenta se defender dizendo que está no Linkedin. 

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E aqui há um paradoxo interessante. Henry não é convidado para a festa de aniversário da guria do TI da empresa pois não recebeu a solicitação via Facebook, mas ao mesmo tempo, assim que ele descobre que Eliza se machucou (com uma selfie que ela postou do hospital), ele corre pra lá para vê-la.

Ou seja, é possível viver com o melhor dos dois mundos, o difícil é encontrar esse equilíbrio e não depender somente de solicitações de eventos no Facebook, mas criando interações espontâneas, como visitar uma ex para colocar as coisas em dia, em vez de ficar stalkeando-a, por exemplo (Henry também faz isso nesse episódio, melhor personagem ♥).

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Em um dos meus episódios favoritos (lá se foi a imparcialidade do post), Eliza descobre aquilo que muitos de nós já sabemos: a internet é um imenso faz-de-conta.

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Seguindo sua nova atitude de “fazer o bem ao próximo”, Eliza acaba perdendo o final de semana para ajudar a colega de trabalho, tomando conta do seu filho, o que a impede de fazer ~coisas descoladas~ para bater sua “rival” no status de seguidores do Instagram. O que a própria criança revela a ela, é que ela poderia facilmente “forjar” sua própria festa e diversão para sua rede.

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Esse é um caso já tão conhecido, que não chega mais a ser novidade. Existem até cases de estudo sobre isso, como o da holandesa que forjou uma viagem para a Tailândia, enganando pais e amigos sem precisar sair da própria cidade. Outro exemplo bom é o curta-metragem noruguês “What’s on your mind?“, que faz uma forte reflexão sobre a necessidade de mostrarmos constantemente o quanto somos mais felizes, mais ricos e mais bonitos do que os outros.

A verdade é que se a vida fosse feita somente de “altos”, seria impossível viver. Precisamos dos “baixos” para valorizar aquilo que é bom. O problema é que a vida digital parece excluir esses “vales” da equação.

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Ah, a vida sem internet! Nesse episódio, Eliza e Henry vão para a casa de verão do chefe e Eliza se revela uma positiva surpresa em um lugar sem conexão.

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Mais uma vez, o plot inverte a situação e mostra como Eliza consegue encontrar outras maneiras de se divertir sem seus milhares de seguidores, enquanto Henry surta tentando fazer tudo ser perfeito na companhia do chefe.

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O que mais me encanta nessa história é o quanto as pessoas tem a oportunidade de conhecer umas às outras quando o celular não está envolvido. Tamanha é a aproximação, que, Henry e Eliza chegam a quase compartilhar um momento de maior intimidade até que, veja bem que (in)conveniência do destino, eles encontram sinal e voltam correndo cada um para dentro da sua bolha individual.

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O que você está perdendo deixando de conviver com aqueles ao seu redor? Que experiências deixou passar enquanto estava com a cabeça para baixo scrollando a timeline?

E assim a série seguiria, pontuando ao longo de cada episódio pequenos detalhes como esses que citei. E eu sei que audiência e publicidade são fatores decisivos para o cancelamento de uma série, mas no fundo, no fundo, minha mente conspiratória se pergunta se não foi uma decisão muito maior dar um fim a essa reflexão sobre o que andamos fazendo das nossas vidas com essa explosão de tecnologia.

Sabemos que sempre existirão aqueles que se beneficiarão da alienação alheia. Por isso, o primeiro passo é sempre o mais importante: vamos falar sobre isso?

Postado por Leca Marriot em 1st dezembro 2013

Escrever é libertador.

Nesse longo tempo sem o blog, eu escrevi um livro. Soa um pouco pretensioso dizendo assim, então eu digo: não escrevi todas as páginas dele ainda. Mas a história, os personagens, o começo, meio e fim estão lá, prontos para serem desenvolvidos com bonitas descrições que de algum modo eu colocarei pra fora.

Sendo uma pessoa que desde pequena ama ler mais do que qualquer outra coisa e até hoje não desapegou dessa obsessão por boas histórias, acho que era inevitável querer um dia parir a minha. Desapegando de personagens queridos de outros autores e criando os meus próprios.

Até agora, apenas duas pessoas viram o rascunho do que eu quero colocar no mundo. Meu noivo, que achou chatíssimo e largou na metade. E minha melhor amiga, que leu, gostou de uma personagem e só. Não opinou mais nada porque não lembrava muito bem da história.

E por mais que esses possam parecer dois indicadores negativos, a minha mente só conseguiu pensar em outros caminhos e maneiras alternativas de tornar a história ainda mais interessante e “memorável”. Da mesma forma que vários livros me marcaram e até moldaram meu caráter, é essa a sensação que eu quero deixar nas pessoas com meu pequeno embrião de livro.

Claro, eu sei que isso não acontece da noite para o dia, então estou indo aos poucos. John Green, por exemplo, levou dez anos para finalizar A Culpa é das Estrelas, que é um dos livros que mais mexeu com o meu emocional recentemente.

Por isso, esse post é para mim e para você que tem um livro sem terminar em algum caderninho na gaveta, em um rascunho no Google Docs, ou em qualquer outro lugar. E infelizmente para nós, não existe dica motivacional clichezona nem tampouco fórmula mágica a não ser escrever.

Não se preocupe com quem irá gostar, não se preocupe se será comercial o suficiente para alguma editora o lançar, apenas escreva. Na verdade, se preocupe apenas em colocar uma boa história no mundo e você já terá meio caminho andado.

E para dicas práticas, deixo vocês com essa lista criada pela Lena e humildemente traduzida por mim, digna de ser impressa para andar contigo o tempo todo:

10 dicas de escrita2 Escrever é libertador.

Postado por Leca Marriot em 29th novembro 2013

First Listen – Britney Jean

Hello!~

Eu juro que tentei ficar na minha e comentar bem de levinho no Twitter e no Facebook, mas não teve jeito. Dois anos depois do ressurgimento no Femme Fatale (ouça as minhas primeiras impressões dele aqui), Britney não tenta inventar a roda novamente, mas propõe um álbum mais intimista, feito para os fãs, que inclusive, aparecem estampados no encarte do CD:

encarte britney jean fans First Listen   Britney Jean

Foto do X-Britney.

Bom, já que eu sou fã, ninguém melhor do que ~euzinha~ para dizer se o lançamento atingiu ou não o público-alvo, certo?

Então, se você ainda não ouviu as músicas, dá pra conferir abaixo, faixa a faixa, junto com as minhas primeiras impressões sobre o Britney Jean:

Alien

Eu sempre fico apreensiva com o primeiro single do CD, porque no caso da Neide, são sempre eles os responsáveis pelas músicas que marcam épocas. Oops!… e BOMT que o digam.

Alien não cumpre a função do estigma, mas é uma faixa boa, diferente do som que toca atualmente na rádio. Uma boa balada, bons vocais e uma letra… exótica. É fácil gostar, mas difícil imaginar que esse repeteco de ‘not alone, not alone, not alone‘ venha a marcar uma época.

Tik Tik Boom

O primeiro feat. (T.I.) é também uma das melhores surpresas do álbum. Parece o tipo de música perfeita para a própria Brit. Dançante, você quase consegue criar coreografias cheias de movimentos dos braços para acompanhar o tik tik do refrão. Estou na torcida para virar clipe com muitos carões e linguinhas nos vários ‘let’ da música.

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Work Bitch

A opinião geral sobre essa música parece ser a de que a Britney virou um robozinho britânico nas mãos de will.i.am e eu não discordo. Como a música já foi tocada e quotada à exaustão, não chega a ser uma impressão de first listen, mas sim, o comentário de alguém que com o tempo, se acostumou, até gostar da música (bem parecido com o que rolou comigo e Applause, demoreeeeeeeeeei a gostar, mas agora até canto junto).

Passado isso, é preciso dizer que Work Bitch ainda tem uma das melhores batidas do CD. Infelizmente a letra e os vocais deixam muito a desejar, mas tudo bem, tem mais balada no álbum lá pra frente pra compensar isso.

It Should Be Easy

Confesso que tremi quando vi esse feat (will.i.am) na tracklist. Sabia que era inevitável, porque o cara está metido até o pescoço nesse álbum, mas né? Esperança é a última que morre.

Então, a música começa bem até que entra a voz e… robozinho cantando! Qual é a pira do will nesse MONTE de autotune?! E a fórmula é sempre a mesma, a batida é a mesma de qualquer baladinha estilo Ibiza. Juro que não entendo como caras assim podem ser vistos como visionários do mercado… NEM NA BALADA EU ME IMAGINO GOSTANDO DESSA MÚSICA porque a letra é meio melancólica, bizarro.

Enfim, Brit, te amo, mas essa música eu sempre pularei quando ouvir esse CD. Sempre.

Perfume

Queridíssima, virou meu xodó desde que saiu. Eu fico com um pé um pouco atrás em relação a letra, pois é difícil ver a Britney femme fatale mostrando um lado TÃO inseguro e paranóico, como ela mesma conta. Mas, né?

Por outro lado, ela sempre cantou coisas com as quais era fácil se identificar e agora não é diferente. Que atire a primeira pedra quem nunca noiou sobre uma certa ‘her‘ que paira no inconsciente, mas que nunca irá admitir isso da boca pra fora. rs

O vocal aqui está a coisa mais querida e o arranjo também é super fofo. O lyric video é cafonérrimo (sou super contra filmagens em lyric videos, contratem uns caras bons de animação gráfica, pô!), mas tenho esperanças para o clipe oficial, que sai dia 03 de Dezembro. Prevejo puppy eyes pra câmera e muita mãozinha no rosto.

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Body Ache

Se eu pudesse dividir esse álbum em arcos, diria que aqui começam os bate-cabelos nervosos que te fazem dançar na balada… até seu corpo doer, hehe.

Um pop batidão com uma fórmula meio manjada, mas que funciona na voz da Brit. Voz, que por sinal, achei meio aguda (?), dá pra ver que foi bem modificada, mas em alguns momentos (que não o refrão) o grave volta e dá pra ver que bom, pelo menos ela se esforçou. Como eu disse, é uma boa abertura para o arco, mas fraco comparado com o que vem a seguir…

Til It’s Gone

Sei que é difícil comparar quando são álbuns lançados em momentos tão diferentes, mas se tem uma música que poderia ter facilmente saído do delicioso Blackout, é esta.

Pra ajudar, essa música ainda tem um ar mais saudosista, parece ter saído direto dos anos 90. E veja bem, isso é um baita de um elogio, visto que os anos 90 proporcionaram músicas fenomenais para dançar até se acabar.

A letra é outro destaque à parte. Impossível não esquecer que a todo momento ela disse que o CD era extremamente pessoal, então, o que será que ela perdeu e só deu valor depois? De novo, é impossível não se identificar.

Passenger

Senhoras e senhores, peço a licença para apresentar a minha música favorita do álbum.

Explico: apesar do vocal parecer um pouco ‘tratado’, ele é o meu favorito, pois é o que traz mais elementos da Britney das antigas, uma voz que alterna e se transforma ao longo da música, capaz de dar aquele apertinho no peito nas partes mais ‘emocionantes’.

É uma balada, mas também é dançante, com uma batida marcada, do tipo que você canta e batuca no carro fazendo caras e bocas. E comparada às outras do álbum, ela é uma das que menos tem ‘acrobacias técnicas’ na construção da música. É simples. É linda.

A letra também é maravilhosa e fala sobre se entregar em um relacionamento de maneira quase que incondicional:

“I’ll let you lead the way now
Cause I want you to take the wheel
I’ve never been a passenger though
I never knew how good it could feel 
The road will twist and turn but
I know that I am in good hands
I’ve never been a passenger no
But we’ll see more without a map”

Chillin’ With You

Confesso que não tinha entendido esse feat. até há alguns dias, quando vi dona Jamie Lynn lançar seu primeiro single. Aí tudo fez sentido. Se eu fosse irmã da Britney, super faria aulas de canto e também seguiria os passos da minha big sis.

E Jamie Lynn fez a lição de casa muito bem, pois a participação dela nessa música é muito prazerosa. Minha primeira impressão foi ‘eu já conheço essa voooz!’ E minha mente viajou e comparou com a voz da Baby Spice. Estou louca? Me digam nos comentários! haha

Mas a música me ganhou justamente por isso, por ter essa nostalgia gostosa que lembra muito o clima de amizade nas músicas das Spice Girls. Já quero um clipe com muitos abracinhos e flashbacks da vida das duas.

Ah, e curti o violão também. É refrescante ouvir algo assim depois de tanto sintetizador.

Don’t Cry

Adoro músicas com assobio (beijo, Kill Bill), especialmente pelo fato de não saber assobiar (??) hehe. Don’t Cry é talvez a segunda música com a voz mais limpa da Brit. É uma música forte, e é interessante analisar como parece que ela se força a ser forte para cantar e passar a mensagem da letra (don’t cry).

Apesar do ritmo não ser dos meus favoritos (parece o tipo de música que vai ser largada esquecida no fim do CD), é uma música boa e que dá ‘consistência’ ao CD e de novo, à questão da Brit ‘se abrir’ conosco por meio das letras.

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E aí? Teve a mesma impressão? Nada a ver? Comenta aí embaixo pra gente discutir sobre o que promete ser o material de trabalho da Neide pelos próximos anos. ;)

Postado por Leca Marriot em 29th novembro 2012

Scream & Shout – veja o novo clipe de will.i.am e Britney Spears e corra pra boate!

scream shout Scream & Shout – veja o novo clipe de will.i.am e Britney Spears e corra pra boate!

Will.i.am e Britney Spears tem sido bons amigos  algum tempinho. No último CD da loira eles se uniram para criar Big Fat Ass e se muita gente achou o resultado dela muito grudento, a nova parceria entre os dois, aproveitando o lançamento do CD solo de Will, parece ter acertado na medida.

Scream & Shout tem uma batida viciante e me conquistou logo de início. Os fãs da loira reclamaram e exigiram que ela estivesse mais presente na música (só lembrando que é will.i.am feat. Britney Spears e não o contrário), mas eu fiquei bem satisfeita com o resultado. A brincadeira dela cantar com o sotaque britânico para depois fazer o coro com a voz meiga que nós conhecemos ficou uma delícia. E o que dizer do uso do famoso bordão “It’s Britney, bitch” na batida da música? Will, seu danado.

britney bitch Scream & Shout – veja o novo clipe de will.i.am e Britney Spears e corra pra boate!Britney, bitch.

Durante o X-Factor da noite passada foi lançado o clipe da música e ele é minimalista de um jeito que não me agrada muito. Vários efeitos sobre fundo infinito dignos de qualquer clipe do Black Eyed Peas, will.i.am se auto-proclamando o rei da indústria musical e Britney toda sensual, abusando do seu poder de femme fatale, mas sem interagir muito, infelizmente. Toda a dança fica por conta dos dançarinos avulsos.

Com alguns merchans exóticos estrategicamente espalhados e uma Britney toda montada prafazer carão pras câmeras, acho o clipe válido para ajudar na divulgação da música, mas passa longe de ser algo épico.

Vou continuar ouvindo a música em looping e torcendo pra que ela toque na balada pra bater cabelo, porque pra mim é pra isso que ela foi criada. E vocês, o que acharam?