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Existe amor em Curitiba?
Quando eu fiz aquela singela declaração de amor à São Paulo no dia do seu aniversário, nem passava pela minha cabeça que a despedida estaria assim, a tão poucos meses de distância.
A verdade é que a nossa vida é um filme com um enredo muito bem construído cujas respostas só vão aparecendo conforme o filme se desenrola e é só quando essas respostas aparecem que a gente percebe que tudo nessa vida está conectado.
Quem já me segue lá no Twitter (@lecamarriot!) acompanhou toda a saga, mas pra quem só lê por aqui, resolvi abrir o coração nesse post mais “diarinho” porque claramente algumas coisas por aqui irão mudar. Se antes as recomendações, as dicas e os eventos eram todos na minha querida São Paulo, agora o foco de atenção passará a ser minha mais nova residência: Curitiba.



Já estou na terrinha fria do leite quente desde o dia 03, com todo o gás para recomeçar a vida em um novo endereço, um novo emprego, mas ao lado do mesmo designer/futuro-marido que me trouxe para a terra dele.
Só tenho a agradecer por toda a experiência que São Paulo me proporcionou, mas agora é hora de escrever um novo capítulo em uma nova cidade, com inúmeras coisas para explorar! ♥
Portanto, se você é de Sampa, anote as dicas e venha pra cá me visitar! E não pensem que vou deixar São Paulo esquecida, não. Vou virar turista na minha cidade mais favorita e descobrir lugares incríveis que não aproveitei enquanto estava lá para vir correndo contar por aqui. ;)
Minha primeira (e feliz!) compra no Etsy.com
Você já conhece o Etsy? O site que lembra o Ebay trabalha apenas com produtos handmade (feitos a mão). Lá é possível encontrar peças únicas de qualquer segmento. De brincos à capinhas de iPhone, é o lugar ideal para quem não dispensa uma peça vintage ou exclusiva.
Dá pra perder hooooras navegando pelo site vendo todo tipo de coisa, uma mais bonita e diferente do que a outra:

Bolsa • Tag pra cachorro • Espelho vintage
Apesar dessa característica ser a principal do site, eu gosto bastante da forma como ele foi construído, permitindo que você converse com o vendedor e tire todas as dúvidas antes de comprar o produto. Meio parecido com o que o Mercado Livre oferece, mas mais “intimista”.
Como o site é gringo, fiquei com um pé atrás para comprar alguma coisa (pra ser sincera, não sou muito de fazer compras internacionais), até que vi em um daqueles blogs que mostram peças similares as de Glee, esse colar de estrela muito similar ao que o Finn dá para a Rachel de Natal atrasado no Dia dos Namorados (episódio S2012 – Silly Love Songs):

Resolvi arriscar e encomendei. A vendedora foi uma simpática, me orientando de todos os passos, desde o cálculo do frete até o envio do código de rastreio. 21 dias depois do e-mail de confirmação do produto postado, chegou uma caixinha lá em casa…
Cartão da vendedora e um yen pra dar sorte, eu acho.
Dentro, um tsuru e um bilhete (que ela não explicou pra quê serve)
E por fim, o colar! Com um pingente de coração que eu também usaria numa boa. hehe
E foi aí que eu percebi que essa é a graça do Etsy! Pode ser que eu tenha dado sorte de principiante, mas a verdade é que por lidar com pessoas que realizam trabalhos manuais, a chance de você ser surpreendido por um vendedor com essa dedicação e esmero é muito maior. Resumo da história: vou continuar de olho no site e especialmente na vitrine dessa vendedora para realizar comprinhas esporádicas muito em breve.
E você, já comprou alguma coisa no Etsy?
Seis anos de Twitter – e a festa é toda nossa
Há exatos seis anos o “serviço de microblog” do Twitter estreiava no mundo todo.
Acha mesmo que a moda ia escapar ilesa dessa mania?
Ainda meio assim, sem saber para quê servia, nem o quê fazer com mais aquele login e senha na Internet, resolvi experimentar. E aí lá estava eu, com minha arroba (@lecamarriot – apesar de poder, nunca mudei), procurando pessoas para “seguir”, distribuindo conteúdo para os meus 8 followers e aprendendo a bater papo em até 140 caracteres.
Muita coisa mudou dessa época pra cá, o Twitter cresceu, encorpou, mudou várias vezes e as pessoas finalmente entenderam (mais ou menos, né mãe?) pra quê ele serve. E já faz bastante tempo que ele passou a ser minha rede social favorita.
Amo twitter.
— Leca (@lecamarriot) March 21, 2012
Engraçado que ainda assim, muita gente do meu convívio (faculdade, trabalho) não consegue se adaptar ao Twitter, nem entender o que há de tão legal nele. E é difícil mesmo explicar para quem está de fora por que o Twitter é um ecossistema muito independente com suas gírias, seus modismos e sua cultura, mas que ao mesmo tempo, caminha colado nas mídias tradicionais que esse pessoal acompanha. Vide BBB, que quase explode o Twitter em dia de eliminação e afins.
A temida fail whale (que indica o Twitter fora do ar) e sua criadora.
Outra coisa linda do Twitter é a maneira como todo assunto se dissemina muito rápido. Morreu alguém? Tá no Twitter. Lançamento de iPhone? No Twitter você já tem todos os detalhes do novo modelo. Para quem ama estar sempre informado, não há mídia mais rápida e eficiente.
Fonte: Tech Comics
E por fim, o fator humano, que é tão comum à qualquer rede social. Preciso mesmo falar? Preciso, lógico. Pois foi esse fator que me trouxe lá de Curitiba um guri que hoje é quase meu marido. A gente se conheceu pelo Twitter e sem nem saber como e porquê um seguiu o outro, nós dois temos hoje uma vida juntos.
Twitter é exatamente isso: amor, informação, briga, polêmica e discussão, mas é também boas risadas, boas piadas, como um bar que nunca fecha, cheio de gente que você pode sempre puxar assunto sem medo de ser feliz.
Ainda não me segue? Tô sempre lá: @lecamarriot. ♥
Feliz aniversário, São Paulo! Quem conhece, que te compre
Ashton já entendeu como São Paulo funciona.
Hoje, 25 de Janeiro, é aniversário de 458 anos de São Paulo, essa cidade caótica, que acolhe à sua maneira quem por aqui chega. Nasci por aqui e com o tempo aprendi a amar a correria, o perigo constante, as eternas filas e até mesmo o sotaque que a gente finge que não existe.
Conheço pouco do restante do Brasil, confesso, mas não vi até agora mistura mais heterogênea e divertida do que a que você encontra por aqui. Bastam cinco minutos na Av. Paulista, na Liberdade, na Augusta ou no centrão para você ser capaz de enxergar mais diferenças do que percorrendo um Estado inteiro.
Criolo insiste em dizer que não existe amor em SP, mas eu em verdade vos digo: balela. É preciso amar São Paulo para ficar por aqui. É preciso entender que é possível se divertir mesmo quando a chuva desaba, é preciso amor para relevar quando alguém coloca ketchup na pizza ou cream cheese no temaki e acima de tudo, é possível amar as pessoas de São Paulo.
Somos bagunçados, vivemos na ansiedade, em um clima frenético e sempre na dieta (embora estejamos bem no meio de um nirvana gastronômico), mas ainda assim, amamos e somos amados, inclusive por seres de outros Estados que encontram por aqui conforto e alegria.
Porque é justamente essa selva urbana que nos torna mais fortes e mais propensos a rir de si mesmo e das pequenas coisas (como surfar em uma rua alagada, por exemplo).
Por isso, é com carinho que eu digo parabéns, São Paulo! Você ainda tem muito o que melhorar, mas nós, paulistanos, te amamos assim mesmo e torcemos por você.


