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Férias no Chile – as ladeiras coloridas de Valparaíso
Veja os outros posts dessa viagem aqui.
Se você é do tipo que viaja para fugir do lugar-comum e ver ambientes diferentes, precisa ir ao Chile! Além dos desertos, montanhas cheias de neve e das lhamas (!), o país também apresenta uma paisagem urbana muito peculiar, graças aos povos que vivem/viveram próximos aos cais.
Diz-se que as tintas que sobravam da pintura dos navios ali ancorados serviam para pintar as casas de Valparaíso e como eram apenas sobras, cada uma acabava de uma cor. Isso deu um colorido à cidade que acabou estimulando artistas a espalharem por toda ela manifestações artísticas, muitas vezes escondidas, mas que tornam tudo muito mais estimulante, já que a cada virada de esquina, você pode dar de cara com uma nova pintura.


Pela introdução já deu para notar o quanto eu amei Valparaíso, né? Foi a cidade em que ficamos menos tempo, mas ainda assim, foi aquela em que mais nos divertimos subindo e descendo ladeiras e fotografando quase todas as paredes cheias de desenhos maravilhosos.

Nessa cidade, nos hospedamos no Casa Fischer Hostal, uma (literalmente) casa comandada por uma moça super prestativa que sabia nos indicar todos os points da região.


As fotos são de divulgação, mas o lugar é exatamente isso.
Foi a dona do hostel que nos indicou uma das primeiras paradas da cidade: a chorrillana! Um prato típico chileno mas com elementos que você conhece muito bem: batata frita, cebola e carne. O restaurante J.J. Cruz, que fica escondido em um bequinho, serve apenas isso e tem fila na porta!

Uma vez dentro, é difícil escapar do ritmo contagiante comandado pelo senhor que toca violão e canta músicas típicas chilenas. Mesmo que você não as conheça, vai querer soltar o portunhol.
Agora, se você não curte fritura, minha indicação é o tradicionalíssimo Café del Poeta. Com uma estrutura ampla e uma decoração que te transporta para outra época, é possível tomar um cafezinho sossegado depois de um dia de caminhada.

Fica a dica para economizar: deixe para tomar o café das 17h às 21h e peça pelo “once“. Trata-se de um café da tarde recheado, por um precinho amigo de até no máximo R$ 12,00.
Para sobreviver aos morros REALMENTE íngremes de Valparaíso, o pessoal de lá criou os ascensores ou funiculares, que nada mais são do que elevadores arcaicos que transportam o pessoal para cima a custos baixos, de R$1 a R$2.

Encaramos alguns dos mais famosos e ficamos tensos daquilo não despencar lá de cima. Falando em lá de cima, a vista do topo para o porto é imperdível!

Ainda em Valparaíso fica um das três casas do famoso autor chileno, Pablo Neruda. Eu nem fazia ideia do tamanho da importância dele para o país até chegar lá! Mas como as três casas dele são fascinantes, vem por aí um post só sobre elas. :)
Férias no Chile – réveillon em Viña del Mar
Tô mais de um mês atrasada com esse post, mas finalmente saiu! O que importa é que ele sirva de guia para quem busca um lugar barato, diferente e divertido para passar o réveillon.
Escolhemos o Chile pela proximidade, baixo custo e pelo clima, bem próximo ao nosso nessa época do ano. Como eu já contei aqui, decidimos ir por conta própria, o que acabou sendo bem mais divertido e libertador.
Voando sobre a Cordilheira dos Andes.
Dizem que o melhor réveillon do Chile é em Santiago. A queima leva as pessoas para a rua e todas brindam com seus champagnes por ali mesmo. Nós pesquisamos sobre a tal festa e de fato, ela leva MILHARES de pessoas para a rua. Por isso, decidimos escapar da muvuca e colocamos no roteiro a virada em Viña del Mar, uma linda cidade litorânea, com bons atrativos e uma queima promissora à beira-mar.


O Ano Novo chileno mais parece o nosso carnaval. A regra é: todo mundo fantasiado.
Para chegar até lá, há um ônibus que sai direto do aeroporto, muito prático. Duas horinhas de viagem e lá estávamos nós prontos para começar a viagem. Decidimos aproveitar o dia para explorar todos os pontos turísticos antes de partir para a festança à noite:
O Relógio de Flores, cheio de turistas disputando o melhor ângulo.
O Castelo Wulff, que faz qualquer uma ali se sentir uma princesa.
O Casino Municipal, onde é possível perder algum dinheiro e tomar bons drinks.
O Moai que, felizmente, fica do lado de fora do Museo Fonck (estava fechado!)

O Parque Vergara é um lugar lindo para passear e fazer piquenique num dia de sol!
Viña tem todo tipo de opção para quem desejar ceiar à meia-noite. Batemos bastante perna para encontrar o melhor custo x benefício e acabamos no Fellini, um charmoso restaurante a duas quadras da praia com uma ceia de 45.000 pesos (algo em torno de R$ 160,00) por pessoa que teve o fator decisivo na balança da decisão: open bar! hehe. Foi lá que eu provei o tal do pisco sour, um primo distante e mais forte da nossa caipirinha.
Primeira tacinha da noite, hehe.
Depois de bem-alimentados, fomos para a beira da praia esperar para fazer a contagem regressiva. Chegamos perto da meia-noite e o lugar já estava tomado de famílias, turistas e todo o tipo de gente celebrando e aguardando fervorosamente pela contagem regressiva.
Baile de máscaras? Que nada, é a virada do ano em Viña del Mar!
A queima começou com alguns minutos de atraso mas durou cerca de vinte minutos, proporcionando um espetáculo para quem assistia de qualquer que fosse a ponta da praia.
Os fogos e os bastõezinhos coloridos da galera comemorando a chegada de 2012.
Voltamos para o hostel à pé (lá tudo é super perto!), super felizes da escolha certa! Viña é um ótimo lugar para relaxar, conhecer outra língua e costumes e passear muito a pé sob um sol maravilhoso.
Logo mais eu prometo que volto para mostrar para vocês as duas outras cidades que conhecemos na sequência: Valparaíso e Santiago.
Férias no Chile – O começo
Oi, voltei! :) Feliz 2012 pra todo mundo!
Para quem não me acompanha lá pelo twitter (demorooou! segue aí: @lecamarriot), estive junto com o marido por 10 dias no Chile, curtindo minhas férias em uma outra cultura e em outro idioma.
Companheiro de aventuras.
Diferente da vez que fomos para a Argentina, desta vez, preferimos ir por conta própria. Reservamos passagens pelo Decolar.com e hostels pelo HostelBookers.com. E por mais que eu seja uma taurina que AMA o conforto, fui eu quem insisti na ideia dos hostels justamente para experimentar algo diferente e decidir se daqui pra frente iríamos optar sempre por economia ou por conforto. E querem saber? Valeu a economia, já que nada nesse mundo paga a experiência de dividir a mesa do café da manhã com gente bonita de todo o mundo.
No Bellavista Hostel: a entrada cheia de informação, e o quarto abençoado por Marilyn.
Comprei um guia impresso, pesquisei milhões de informações na internet e montei nosso roteiro, separado em três cidades: Viña del Mar, Valparaíso e Santiago. Montei o roteiro no Google Calendar (sincronizado no iPhone) e fui acompanhando por lá e fazendo as alterações conforme necessário. Curtimos todo o programado sem maiores imprevistos, o que já me deu maior segurança para encarar futuramente um mochilão pela Europa. :)
No meio do caminho tinha um Moai.
E como as três cidades por onde passamos são muuuito diferentes entre si, vou tentar separar por cidades ou por temas mesmo os posts da viagem para ficar mais fácil e menos cansativo.
Se tiverem qualquer dúvida específica, aproveitem os comentários desse post para mandar! ;) Ainda tenho mais uma semana de férias pela frente e embarco logo para Curitiba para aproveitá-la. Porém, estarei por lá com o meu computador, assim fica mais fácil voltar às atualizações frequentes por aqui.
Beijo e ‘bora que o ano tá só começando!
