Da série blogs que você precisa conhecer: Autocrítica

Já estou para começar essa tag há meses, praticamente. Conhecemos muitos blogs hoje em dia e no meio de tanta postagem que surge a todo momento, certos blogs se destacam e merecem um espaço VIP na nossa leitura diária, ou semanal.

O que é justamente o caso do Autocrítica, escrito pelo Rafael. É um blog que chamou demais a minha atenção, primeiramente por ser escrito por um homem (raro), e ainda por cima, por um homem que escreve muito, muito bem, do tipo que te dá vontade de ligar para a sua professora do primário e perguntar porquê ela não te ensinou a usar o Português da mesma maneira que ele.

autocritica Da série blogs que você precisa conhecer: AutocríticaLayout pra quê, quando se tem conteúdo?

Rafa é de Fortaleza, mas hoje mora no Rio de Janeiro e trabalha como webdesigner. A boa escrita vem da infância, quando ele escrevia cartinhas para as meninas do colégio por quem era apaixonado e por consequência, para as namoradas que ele já teve.

o autor autocritica Da série blogs que você precisa conhecer: Autocrítica

Carinha de bom moço.

A escrita também passou para o lado profissional, com o Netlus, um blog sobre comportamento na rede, nos primórdios dos blogs de tecnologia. Daí, surgiu o Autocrítica, um blog novinho, que começou em Novembro do ano passado, e que se entrega pelo próprio nome, já que nele estão uma série de reflexões sobre o comportamento dele, e especialmente sobre as relações afetivas. No começo eu achei que fosse um blog apenas para espantar os demônios da ex, mas ele me explicou que não é bem assim…

Mas o Autocrítica não é sobre a minha ex e me preocupa um pouco perceber que tem quem pense isso. É sobre mim, o que eu penso e o que vejo sobre mim mesmo (daí o nome). Só que ela esteve presente e viabilizou a maior aventura da minha vida até então e isso mexe muito comigo até hoje. A vida que eu comecei estruturando no Rio era ao redor dela e a construção de uma nova vida para mim, agora aprendendo a viver sozinho, está sendo narrada no blog. À medida que pessoas diferentes entram no meu dia a dia e eu vou descobrindo e fazendo outras coisas no Rio de Janeiro, assuntos ligados a ela vão morrendo, e já estão morrendo.
Quanto aos temas tristes, como disse, não gosto de escrever feliz. E acho que as pessoas se identificam mais facilmente com a tristeza. Além disso, escrever é uma forma de expurgar o que me angustia. E na alegria não há catarse.

E óbvio que eu aproveitei o Rafa para me dar dicas de como escrever melhor. Eu sei reportar fatos, mas ele sabe fazer a gente se perder na leitura, criar situações e explicar meras histórias de uma maneira que prendem a nossa atenção e nos fazem carregar parágrafos para fora dali, como referência mesmo. Daí ele explica:

Quando tenho vontade de escrever sobre algo, passo o dia inteiro pensando no assunto. É bom também ter alguma atividade que ajude a pensar. Conheço gente que nessa hora de “incubação” bebe café, faz a barba com calma, ouve música, dorme… Eu tomo um banho demorado. As idéias fluem nessa hora. Aí anoto tudo o que pensei e começo a escrever. Depois de terminado, leio tudo algumas vezes e aí começo a fazer ajustes. É comum também eu reescrever o texto várias e várias vezes.
Acho que o mais importante é dividir as etapas. Está na empolgação de falar mil coisas, anota todas as mil coisas num papel, num gravador, em qualquer canto. Depois é pegar as melhores idéias (não ter medo de descartar idéias ruins é essencial) e criar um texto inicial. Só por último é que entra a parte crítica.Nunca comece a criar nada já preocupado com opiniões. Enquanto você não tiver um texto, não tem o que ser criticado.
Ah! E depois de publicado, ache o texto terrível e faça outro. Depois que uma idéia vira realidade, se desapegue dela. Só se apega às idéias quem tem poucas.

Os trechinho são todos tirados da longa entrevista (ou bate-papo?) que eu pedi para ele me dar antes de fazer esse post.

E a ideia dessa série de posts é ser apenas uma introdução. Para quem gosta de ler bom textos e quiser saber na prática do que estou falando, leia o Autocrítica (divirta-se revirando os arquivos) ou então, siga o autor no twitter (@rdourado).

Mais indicações virão em breve! :)

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