Dicas simples para melhorar o currículo gringo

Uma das razões que me fez escolher a Intrax para investir o meu suado dinheirinho na Califórnia foi por eles possuírem uma imensidade de atividades extracurriculares. Isso significa que, além das aulas propriamente ditas, eu também posso socializar e treinar o inglês em diversas atividades.

Já participei de um encontro chamado Language Lovers, que acontece em um lobby de hotel, em que você toma bons drinks e conversa com gente do mundo inteiro (fiquei conversando nesse dia com um japonês e foi sensacional pra treinar o listening porque o sotaque era SOFRIDO); existem visitas guiadas aos principais museus da cidade (vai ter post sobre eles já, já) e também workshops, que acontecem na própria escola.

Participei recentemente de um desses workshops, focado em dicas para construir um currículo americano e achei tão bacana que resolvi compartilhar aqui. Tenha em mente que essas dicas são voltadas para o mercado de trabalho dos Estados Unidos. Eles valorizam algumas coisas que o mercado brasileiro não e vice-versa, ok?

Abra seu currículo no Word aí do lado e vamos lá:

1. Dados pessoais – somente o essencial

Idade? Estado civil? Filhos? Foto? Esqueça. Eles não querem saber nada disso, pois não consideram relevante para contratá-lo. Eles só precisam das informações para entrar em contato com você, por isso, mantenha no cabeçalho só o que realmente interessa: nome, endereço, telefone e e-mail.

2. Objetivo é opcional

A regra é a seguinte: se você estiver fazendo um currículo personalizado para aplicar a uma determinada vaga, coloque o objetivo também específico no formato: To obtain a position as… (aqui você complementa com o nome do cargo que está pleiteando). Se estiver atirando pro além, o objetivo é opcional.

3. Apenas uma página

Essa foi a parte em que eu mais sofri no workshop, pois eu queria contar um pouco sobre cada experiência que passei, falar daquele curso de 16 horas que complementou minha formação e… bem, não dá. A competição é enorme, os recrutadores possuem pouco tempo pra ler, e a não ser que você tenha muitas qualificações e todas elas sejam poderosíssimas, seja conciso. Escolha suas melhores cartas e enxugue tudo de forma a caber em apenas uma página do Word (e fonte 10 é o mínimo, nada de roubar na formatação). É difícil, mas é um exercício interessante do que realmente destacar sobre você. 

4. Action Verbs são seus melhores amigos

Nessa árdua tarefa de enxugar o currículo, o melhor para manter o texto conciso em cada experiência profissional são bullets e verbos. Ganhamos uma lista de verbos no workshop (e é super fácil encontrar listas ainda maiores na internet, como essa daqui) e eu me desafiei a não repetir nenhum na hora de descrever minhas funções pra evitar que ficasse repetitivo.

5. Fluente? Are you sure?

Uma dica simples, mas que me pegou de surpresa foi como descrever o meu nível de inglês. Por mais que você se considere MUITO bonzão no inglês, evite o fluent. Segundo os professores, isso joga a expectativa do recrutador lá pro alto. Se você se considera realmente bom no inglês, mas ainda corre o risco de dar alguma vacilada, use proficient. Demonstra qualidade e ainda fica um degrauzinho abaixo do fluent, o que deixa a expectativa alinhada para ambos os lados.

Como eu disse, são dicas simples, mas que deixam o visual do currículo mais adequado à expectativa do mercado de trabalho americano. Se alguém tiver alguma dúvida mais específica, mande nos comentários e eu tento ajudar por aqui.

Para ver mais posts sobre a aventura em San Francisco, clique aqui.

Para me ajudar a escolher o próximo tema sobre Francisco, vote aqui.

Deixe uma resposta

Required fields are marked *.