Eu, Robô – Resenha

O primeiro livro de 2016 foi incrível.

Resolvi, para os livros deste ano, fazer um estilo de resenha mais enxuta porque senti que meus últimos textos estavam demasiadamente longos. Por isso, me contem se vocês preferem assim, em tópicos, ou naquele estilo escrever e encaixar referências até cansar o pulso, ok?

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De onde veio? 

Foi um presente, e por isso, tinha um quê de livro que eu jamais escolheria sozinha na livraria. Ganhar livros (de pessoas que leem) é maravilhoso, pois é como transmitir uma mensagem secreta pra alguém.

Resumão

Eu, Robô, é do autor russo Isaac Asimov. É uma coletânea de nove contos sobre robôs (autômatos é a palavra correta) amarrada com uma trama (rasinha) sobre um jornalista que vai entrevistando as pessoas envolvidas nos contos, como um prelúdio para iniciar cada um deles.

Os contos haviam sido publicados em revistas (o autor explica isso  de um jeito mais informal ao final do livro) e foram organizados em ordem cronológica, como se a tecnologia fosse avançando e os robôs ficassem cada vez mais inteligentes. Por isso, se o robô do primeiro conto nem podia falar, no último, eles já são seres pensantes inteligentíssimos, ameaçando a humanidade de um forma sinistra.

O que eu achei? 

Ter contato com essa obra me revelou uma serie de fatos interessantes. A princípio, fiquei aliviada quando soube que o livro nada tinha a ver com o filme (aquele com o Will Smith). Na verdade, o filme é inspirado apenas pela questão das Três Leis da Robótica, que, pasmem, foram idealizadas por Asimov. Sim, esse foi o meu segundo choque. Já sabia da existência das “leis” (entre aspas, pois elas são fruto da ficção), mas não fazia ideia de que elas haviam sido idealizadas pelo autor lá em 1950.

É um livro fascinante, em que cada um dos nove contos traz discussões éticas e morais na relação entre humanos e robôs que te deixam pensando por muito tempo. E é completamente possível esquecer a data de publicação da obra quando você pensa em filmes mais recentes como Her, Chappie ou Ex Machina, que só colocam ainda mais fogo na discussão. É possível se apaixonar por um robô? É possível existir o cargo de psicóloga de robôs? Essas discussões ficam cada vez mais próximas da nossa realidade, por isso, pensar e discuti-las é mais do que necessário, é inevitável.

Tem continuação? 

Tem. E como tem. A obra de Asimov é imensa e qualquer livro dele que você pegue para ler será um deleite. Se quiser seguir uma ordem, vá pela da Série dos Robôs, onde o próximo romance da fila é As Cavernas de Aço.

Onde comprar? 

É facinho encontrar Eu, Robô nas principais livrarias, ou em versão digital.

A leitura do livro de fevereiro já está em progresso (Carnaval é maravilhoso para adiantar essas coisas). Quer saber em primeira mão qual é? Só me seguir no instagram (@lecamarriot).

E qual foi o primeiro livro do ano de vocês? Quero saber!

1 comment Write a comment

  1. A primeira coisa que pensei foi no filme do Will Smith e já queria largar (sou dessas), mas depois achei demais a proposta, porque lembra ex machina e lembra Black Mirror e um monte de coisas que tenho gostado e quero saber mais, mas não sabia onde.

    Adorei o formato da resenha!

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