One day to remember

Sou voluntária do TEDx San Francisco e, como parte do tema do encontro, eles pediram que compartilhássemos o nosso one day to remember.

Acabei escrevendo sobre o dia do meu casamento e, aproveitando que hoje completa exatamente um ano da data, resolvi compartilhar o texto aqui. Queria ter escrito muito mais sobre o processo de “casar”, mas à época eu estava tão enlouquecida, que não tinha cabeça para expressar nada muito coerente. Mas agora, um ano depois que o sim foi dito, vale a pena resgatar um pouquinho do que eu senti lá e contar aqui.

noiva-zelia

Obrigada, Mariana, por registrar esse momento com tanta doçura.

Um dia para lembrar na minha vida não poderia ser outro que não o do meu casamento. Parece bobo falando assim, por isso, me deixe voltar um pouco e explicar melhor a minha relação com esse dia.

Eu nunca pensei muito a respeito da festa de casamento em si. Nunca fui dessas meninas que já sabia de cor qual seria o seu vestido de casamento antes mesmo de ter encontrado o marido. A única coisa que eu pensava quando pequena era como eu queria encontrar o amor da minha vida. Aquele que me levaria às nuvens e me faria a pessoa mais feliz do mundo, como um conto de fadas, mesmo.

Por isso, quando surgiu a ideia do casamento, eu já estava com essa pessoa especial. Cinco anos de relacionamento, quatro morando juntos e finalmente decidimos que era hora de pensar em uma festa para formalizar a união. Por nós e por nossas famílias, que, por motivos puramente geográficos, ainda não se conheciam.

Iniciamos o planejamento com um ano de antecedência e, conforme a data se aproximava, mais as minhas habilidades de gerente de projeto eram requeridas. Esse período foi, talvez, o mais atribulado da minha vida, em que consegui equilibrar reuniões de trabalho, reuniões do casamento e reuniões com meu próprio marido, tudo ao mesmo tempo.

Obviamente, o esforço cobrou seu preço e no último mês eu já estava à beira da loucura. As férias do trabalho foram essenciais para dar atenção aos últimos detalhes e quando o dia finalmente chegou, eu já tinha surtado tanto antes, que esse tipo de emoção tinha se esgotado dentro de mim. Por isso, no “grande dia” eu estava serena, tranquila, quase dopada por todas as minhas preocupações finalmente terem terminado e o meu papel ser simplesmente ser a noiva.

O turbilhão de emoções só voltou quando chegou a minha vez de entrar. Ver todos aqueles rostos ali (alguns pela primeira vez), para celebrar o amor, foi a maior emoção daquela noite, quiçá, da minha vida.

Pois foi só conversando a noite toda com cada uma das pessoas ali que eu entendi que, muito mais do que ver o meu planejamento se concretizar e a festa sair impecável, a verdadeira razão do casamento ser o meu dia para lembrar foi por ele ter reforçado que toda alegria é amplificada quando celebrada ao lado de quem a gente gosta. Uma lição já meio óbvia, mas que eu decidi não esquecer jamais.

Sei que é meio tarde para mandar cartões de agradecimento, mas queria aproveitar o espaço para agradecer a todos que estiveram lá e fizeram parte desse dia maravilhoso. Acreditem, depois de ser a noiva, eu nunca mais deixo de ir em nenhum casamento, pois mais do que nunca, eu sei a diferença que faz ter um rostinho conhecido a mais ali. 

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