Show do Maroon 5 em Curitiba – Eu fui!

Eram 00:43 de hoje quando o Maroon 5 entrou no palco do Expotrade, em Curitiba. Previsto para começar às 21h30 do dia anterior, o show sofreu três horas de atraso graças a Receita Federal, que barrou os instrumentos da banda.

Cheguei no local por volta das 20h, encarei uma fila quilométrica do lado de fora e ainda esperei pacientemente até que todos os instrumentos fossem instalados, luzes testadas e uma pequena passagem de som rolasse. O show de abertura do cantor Javier Colon (who? vencedor do The Voice, reality show do qual Adam Levine é jurado) foi sabiamente cancelado. Se a atração fosse Keane (como será no Rio de Janeiro e em São Paulo), teria rolado briga.

Quando a banda finalmente entrou, todo o desânimo da plateia desapareceu e ficou até difícil ouvir os primeiros acordes de Payphone com os gritos da mulherada que enfim, via Adam Levine em carne, osso e rebolado.

O fato do Maroon 5 ter músicas que caem na boca do povo facilmente é bom para eles, mas péssimo para o show, que tem um vocalista que não supera a potência vocal da galera que canta junto praticamente todas as músicas. Pra ajudar, a acústica do lugar era muito ruim e mal se entendia o que Adam Levine tentou conversar entre as músicas. Ouvi porcamente um pedido de desculpas pelo atraso e um escorregão: ele soltou um “Sao Paolo”, esquecendo que ainda estava em Curitiba.

O setlist foi seguido quase que à risca. Ficou de fora apenas “Never Gonna Leave This Bed”, o que não é nenhuma grande perda. Os pontos altos foram Payphone, uma das músicas mais legais do novo CD, Sunday Morning, deliciosa, assim como Wipe Your Eyes, uma balada maravilhosa do novo CD que pôde ser melhor curtida, pois ainda não estava na boca da galera, o que permitiu que a voz de Adam se sobressaísse.

O bis começou com She Will Be Loved, que eu curti juntinho com o Mauri (que provou mais uma vez ser um excelente namorado por curtir o show com todos os seus percalços <3). Daí veio Stereo Hearts, muito, muito estranha. Adam não serve para fazer rap, mas a tentativa foi boa e todo mundo cantou junto no refrão.

E daí, uma boa surpresa para os caras que estavam lá acompanhando suas senhoras: James Valentine, o guitarista da banda (ou o cara loiro e cabeludo), assumiu os vocais e mandou ver uma versão de Seven Nation Army, do The White Stripes. Nessa hora, Adam assumiu a bateria e a música levantou a galera. Depois, Adam voltou ao seu posto de vocalista para uma versão de Don’t You Want Me, menos legal do que eu imaginava que seria.

E se os hormônios ainda não estavam à mil, a explosão aconteceu com o cover de Sexy Back. Adam deveria investir muito mais em covers de Justin Timberlake, que combinam perfeitamente com seu estilo mas por ser apenas um trechinho, deixou um gostinho de quero mais que rapidamente foi preenchido com os assobios característicos que indicavam o início da tão esperada Moves like Jagger, que encerrou o show de maneira apoteótica (vulgo: dancei e cantei junto como se não estivesse em pé há horas).

Achei que pelo tempo que esperamos pacientemente, Adam poderia ter pelo menos tirado a camiseta em alguma música, maasss isso não rolou, hehe. Todos estavam comportados em roupas completamente brancas, que contrastavam de uma maneira bem bonita com o jogo de luzes, customizado pra cada música.

Enquanto escrevo, a banda toca lá no Rio de Janeiro e amanhã tocarão em São Paulo, em um show que será transmitido online pelo Terra a partir das 21h30. Aproveitem! :)

1 comment Write a comment

  1. AI MELDELS tô contando os segundos pra que esse show chegue viu…esse seu post só deixou a certeza de que valeu a pena todas as dilma$ gastas <3

    Beijo beijo

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